PAULO FERREIRA: O USO DAS TIRINHAS NO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA

 O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA


Aqui, a intencionalidade é apresentar a monografia O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA redigida por PAULO ROBERTO FERREIRA à banca examinadora, do curso de Licenciatura em Física do IFNMG-câmpus Salinas, como parte integrante das exigências da disciplina Trabalho de Conclusão de Curso II, e como requisito parcial para obtenção do título de licenciado em Física. Sob a orientação do Prof. Ms. José Antônio Duarte Santos.

Segundo PAULO ROBERTO FERREIRA, "O presente trabalho visa apresentar a possibilidade do uso de Histórias em Quadrinhos (HQ‟s) como forma de reforçar o processo de ensino/aprendizagem de física utilizando-as como ferramenta de avaliação. Para tanto, é feita uma breve pesquisa sobre o entendimento que se tem hoje sobre avaliação e partindo efetivamente na busca de descrever e ilustrar a maneira de identificar e definir objetivos da prática avaliativa que se propõe. Há pouca teoria e pesquisa para orientação na preparação e uso de métodos avaliativos, para tanto, este trabalho visa explorar a técnica dos testes referenciados em critério. Esta técnica, aliada a outras ferramentas já corroboradas pelo âmbito da educação, tem a pretensão de encontrar indícios de uma aprendizagem significativa nos conceitos presentes nas tirinhas que serão produzidas pelos estudantes participantes. Os dados do estudo, obtidos por meio de pré-testes, entrevistas, atividades de investigação com simuladores computacionais, tirinhas instigadoras e confecções de tirinhas pelos discentes, evidenciam resultados e indícios favoráveis quanto à utilização de HQ‟s como ferramenta de avaliação."

Texto extraído de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Tirinhas selecionadas/ desenvolvidas pelo autor para desenvolvimento do estudo

Selecionada pelo autor - extraída de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Produzida pelo autor - extraída de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Tirinhas produzidas pelos estudantes no âmbito do estudo

Produzida pelos estudantes - extraída de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Produzida pelos estudantes - extraída de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Produzida pelos estudantes - extraída de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Produzida pelos estudantes - extraída de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Produzida pelos estudantes - extraída de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Produzida pelos estudantes - extraída de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Produzida pelos estudantes - extraída de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Produzida pelos estudantes - extraída de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Produzida pelos estudantes - extraída de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Produzida pelos estudantes - extraída de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Produzida pelos estudantes - extraída de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Conclusões do autor:

"A técnica dos testes referenciados em critério deu base para a construção da nossa avaliação, mas não em sua plenitude. Na construção desses testes é preciso além de construir objetivos comportamentais, definir um plano de conteúdo nos mesmos moldes, conforme sugerido por Gronlund (1974), o que não foi feito nesta pesquisa.
Com os objetivos comportamentais e o plano de conteúdo em mãos, a próxima etapa da técnica é elaborar uma tabela de especificações que fornecerá com mais segurança, o número de itens de testes referentes a cada objetivo e a cada área de conteúdo. Quando as especificações para o teste tiverem sido complementas, poderemos preparar os itens do teste.
Cada item de teste deve ser planejado para medir o descrito num determinado resultado de aprendizagem tão diretamente quanto possível. Gronlund (1974) sugere dois tipos de itens: (1) o tipo completamento, que exige que o estudante dê sua própria resposta (resposta breve e/ou dissertação, por exemplo), (2) e o tipo seleção que exige que o estudante escolha a resposta entre duas ou mais alternativas (múltipla-escolha, verdadeiro-falso e correlação).
Os testes referenciados em critério podem também ter outras designações baseadas em determinadas utilizações dos resultados dos testes, no ensino. Entre eles podemos destacar os seguintes: (1) para medir conhecimentos e habilidades necessários para iniciar uma unidade de instrução (pré-teste); (2) para medir o progresso do desenvolvimento dos conhecimentos e habilidades durante uma unidade de instrução (teste formativo); (3) para localizar dificuldades de aprendizagem e esclarecer sua natureza durante uma unidade de instrução (teste diagnóstico); (4) e para medir os resultados da aprendizagem de uma unidade de instrução (teste somativo).
Vale ressaltar que, embora os testes referenciados em critério se prestem admiravelmente como os citados anteriormente, nenhum deles pode ser usado como sinônimo de testes referenciados em critério.
Neste projeto e em qualquer outro trabalho sobre ferramentas de ensino/aprendizagem, é preciso elaborar um plano de conteúdo, mesmo que não seja feito pela técnica dos testes referenciados a critério, no nosso caso, o plano de conteúdo versou sobre os fenômenos magnéticos. As áreas de conteúdo utilizadas abordaram fundamentalmente as propriedades magnéticas da matéria, características dos ímãs, campo magnético e o campo magnético terrestre.
Desde o início, sabemos que a intenção desta pesquisa consiste em utilizar as tirinhas como ferramenta de avaliação, mas para construí-las, como vimos com Caruso e Silveira (2009), os estudantes devem ter certo entendimento do conteúdo que será abordado em sua tirinha, configurando como estudante tradutor dos conceitos aprendidos.
Fica evidente que para medir os resultados de aprendizagem por meio das tirinhas, o teste se designará como somativo, como de fato foi feito. Além das designações de testes referentes ao resultado da aprendizagem de ensino, temos também em relação aos níveis de aprendizagem, que são os testes referenciados em critério em nível de domínio e em nível de desenvolvimento, que já foram apresentados no capítulo 03.
O nível escolhido foi o de desenvolvimento, desse modo, considerou-se nesta pesquisa a tirinha como um teste de avaliação da aprendizagem referenciado em critério no nível de desenvolvimento e somativo, de acordo com pensamento de Gronlund (1974).
Para garantir que a tirinha possa transmitir, de fato, o entendimento do estudante sobre os fenômenos magnéticos, empregamos a ferramenta didática (SD). Antes da construção da tirinha, que se inicia a partir da construção do roteiro, foi elaborado 04 (quatro) atividades preliminares: (a) o pré-testes, que foi um direcionamento em relação às concepções prévias dos estudantes; (b) exposição do conteúdo programático, por meio de aulas expositivas utilizando algumas tirinhas para familiarização dos estudantes com este objeto; (c) atividade experimental, que foi sugerida como um instrumento fundamental para possibilitar aos estudantes uma compreensão mais abrangente dos conceitos que serão abordados, e a (d) atividade com o uso de uma tirinha de caráter instigador, com a função de auxiliar a análise dos elementos que compõem uma tirinha e desencadeiam uma discussão sobre uma situação que envolve um fenômeno magnético.
Podemos questionar por que foi utilizada a técnica dos testes referenciados em critério somente na tirinha? Bem, poderíamos utilizá-la a técnica nas quatro atividades descritas, mas o estudo da técnica mostrou ser uma tarefa muito árdua, não só para construir os itens de teste, como também, para os estudantes que deveriam respondê-las, em grosso modo foi idealizado no mínimo 30 (trinta) itens de teste. Buscaram-se na literatura outras ferramentas ou métodos que poderiam ativar e organizar a estrutura cognitiva do estudante em relação aos fenômenos magnéticos e que pudessem ser identificados nas tirinhas na busca de evidências de aprendizagem significativa.
Primeiramente, como vimos, foi construído um pequeno pré-teste que procurava encontrar conhecimentos básicos sobre magnetismo, mas não foi utilizada a técnica dos testes referenciados em critério, pelo grande número de itens de teste que poderia ser construído e respondido pelos estudantes. Optamos em um dos itens do pré-teste utilizar uma tirinha instigadora, que tem como função didática elaborar dentro do enredo, uma situação que instigue o estudante a pensar a respeito do assunto tratado, além de ajudá-los a identificar os principais elementos de uma tirinha, assim, no pré-teste, foi identificada ampla variação de respostas, que, possivelmente, não poderia ser identificado em um dos tipos de itens descrito por Gronlund (1974).
Pelas análises dos resultados do pré-teste, vimos que os aprendizes em, sua maioria, não disporiam de subsunçores adequados que poderiam lhes permitir atribuir significados às novas situações propostas. Moreira (2011b) nos diz que se costuma pensar que esse problema pode ser resolvido com os chamados organizadores prévios, solução proposta até mesmo por Ausubel. Como outrora, vimos que os organizadores prévios são recursos instrucionais apresentados em um nível mais alto de abstração, generalidade e inclusividade em relação ao material de aprendizagem. Podendo ser um enunciado, uma pergunta, uma situação-problema, etc. As possibilidades são muitas, agregando a esse pensamento, as aulas lecionadas foram baseadas na utilização de aulas experimentais que são recursos didáticos mais dinâmicos e dotados de especificidades.
Durante e após as aulas ministradas, seria de fundamental importância medir o progresso do desenvolvimento dos conhecimentos e habilidades, além de localizar dificuldades de aprendizagem e esclarecer sua natureza é preciso utilizar teste de avaliação de natureza formativa e diagnóstica, a fim de que os estudantes possam estar aptos para produzirem suas tirinhas.
Como no pré-teste, esses poderiam ser elaborados a luz da técnica dos testes referenciados em critério, como já tínhamos defendido sobre o grande número de itens, recorremos a outros instrumentos, que poderiam além de fornecer esses resultados, servir como organizadores prévios. Foi escolhida uma atividade de investigação e mais uma nova tirinha de caráter instigador. A atividade de investigação foi usada para preparar aquilo que a segue, isto é, a discussão de um problema e a ampliação da compreensão dos conceitos envolvidos. Para esta atividade foi utilizado às simulações computacionais de experimentos de física que são um dos mais disseminados tipos de OA, que estão disponíveis para utilização em diversos contextos. Por meio da simulação escolhida os estudantes tiveram a oportunidade de desenvolver hipóteses, testá-las, analisar os resultados obtidos e melhorar a aprendizagem dos conteúdos.
A nova tirinha instigadora, que provocou uma nova discussão, possibilitou a identificação de uma nova mentalidade nos estudantes, constatando um entendimento em relação ao fenômeno demonstrado. Tiveram alguns erros de conceituação, mas nada que invalida a percepção dos fatos e de suas causas.
Analisando as respostas dos materiais instrucionais anteriores, percebe-se que, em geral, houve um entendimento dos conceitos referentes ao fenômeno estudado, considerando que, após a aplicação das atividades propostas, houve um ganho no grau de abrangimento dos conceitos. Assim, a utilização da tirinha instigadora e da simulação computacional em muito contribuiu para esse resultado, pois foi por meio delas que os estudantes puderam testar suas hipóteses. Decorrente a tudo isso, acreditamos que os estudantes pudessem sedimentar e consolidar seu novo conhecimento com a manipulação e construção das tirinhas. De forma mais específica, procuramos constatar uma possível ocorrência de evolução conceitual do referido conceito por parte dos estudantes, procurando relacioná-la com o uso da tirinha.
Em síntese, a análise das tirinhas dos estudantes, de certo modo, identificou aprendizagem significativa dos fenômenos magnéticos, as vantagens por parte dos estudantes estariam na dissociação dos novos conceitos em suas ideias básicas, ficando, como resultado dessa dissociação, as ideias âncoras que poderão servir de subsunçores para entendimentos posteriores.
Sobre o uso da tirinha como ferramenta de avaliação, embasaremos nas palavras de Moreira (2011b), que nos diz que a avaliação da aprendizagem significativa deve ser predominantemente formativa e recursiva buscando evidências ao invés de querer determinar se ocorreu ou não. É importante a recursividade, ou seja, permitir que o aprendiz refaça mais de uma vez se for o caso, as tarefas de aprendizagem, que ele externalize também, os significados que está captando, que explique, justifique, as suas respostas.
No presente trabalho, por se tratar de uma pesquisa de cunho qualitativo exploratório, procuramos centrar seu foco nas fases do processo de evolução conceitual, buscando recolher indícios suficientes que comprovem e relacionem a utilização dos quadrinhos a esse fato. Investigações futuras podem sugerir a confecção de mais objetivos instrucionais e específicos que poderiam ser identificados na tirinha, bem como, uma ampliação do referencial teórico, objetivando, dessa maneira, verificar de forma ampliada a colaboração que os quadrinhos podem ceder ao ambiente educacional. Há pouca teoria e pesquisa para nos orientar na preparação e uso de testes, principalmente na didática das ciências. Desse modo, o julgamento do professor desempenha papel primordial em cada passo da preparação da avaliação. Seguindo-se um procedimento sistemático, é possível neutralizar alguns erros de falha de julgamento, porém, não podemos esperar que nossos julgamentos sejam infalíveis. Por conseguinte, é essencial considerarmos nossos julgamentos como altamente experimentais e que estejamos prontos a modificá-los quando a experiência e novas informações tornem evidente a necessidade de revisão."

Texto extraído de: O USO DAS TIRINHAS COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZADO DE FÍSICA, PAULO ROBERTO FERREIRA - 2014 - Disponível em: Acervo Drive

Monografia

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